Entre o belo e o grotesco

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Joel Peter Witkin é um fotógrafo muito diferente. Por quê? Simples: ele ficou conhecido por seu trabalho marcante misturando corpos nus defeituosos, símbolos sado-masoquistas, pedaços de cadáveres e ícones religiosos. Tudo isso com um acabamento artesanal que transforma cada foto em uma  peça única.  Ah sim, e sem photoshop:

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“Woman Once a Bird”

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“The Kiss”

Nascido em 1939 em New York, Witkin foi fotógrafo na guerra do Vietnã e depois foi estudar arte no México. Seu primeiro contato com a morte foi quando era criança e viu uma menina ser decapitada em um acidente de trânsito quando ia para a escola. Após o exército, iniciou sua obra que questiona a morte e o sonho, o belo e o grotesco. O fato de ele trabalhar apenas com corpos de indigentes adiciona mais questões a essa salada: afinal, o que foi a vida dessas pessoas? E a morte? Não, não é fácil entendê-lo.  

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“Daphne and Apollo”, “Mother and Child”, “Feast of Fools” e “Cupid and Centaur” 

 

Seu processo criativo é bem inusitado. Antes de tudo ele desenha a idéia. Depois disso vai atrás dos elementos que quer usar, inclusive dos corpos. Por fim ele faz um trabalho de pós-produção com os negativos. Sempre buscando referências na pintura, como Bosch, Goya, Velasquez, Miro, Botticelli e Picasso. 

Seu trabalho foi proibido em diversos países por seu caráter transgressor e chocante para a opinião pública. Brilhante, mórbido, imoral e perturbado são alguns dos adjetivos atribuídos às suas fotos. Prefiro classificá-lo como inspirador.  

O estilista Alexander Mcqueen também pensa assim, por isso usou o fotógrafo com inspiração para sua coleção de primavera/verão 2001. Tanto, que colocou uma instalação do fotógrafo no final do desfile:

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“Sanitarium”

Confira mais do trabalho de Joel Peter aqui e aqui

3 Responses to “Entre o belo e o grotesco”

  1. leo Says:

    Drê, o post ficou ótimo, gostei bastante mesmo, falou até o pq dessa “fixação” pelos mortos e os considerados aberrações.
    E o desfile….sem comentearios, a melhor personificação de uma arte.

    abrass .leo..

  2. Lucieide Says:

    Eu classificaria essas obras como “Dalí em 3D”!

  3. Sheyna Says:

    É… de blog em blog chega-se a lugares bons!

    Sabe que ao olhar esta matéria relacionei imediatamente ao trabalho de uma amiga minha, artista plástica formada pela FAAP, Marcela Tiboni - http://www.artenauniversidade.ufpr.br/muvi/artistas/m/marcela_tiboni/marcela_tiboni.htm -, vide também seu modo e linha de pensar (http://www.metaforas.org.br/tiboni.html).

    No primeiro link vocês poderão visualizar fotos e perceberam a semelhança… principalmente nas fotos em que ela mesmo incorpora ‘personagens’ famosos, recompondo quadros, figuras já conhecidas, dando um tom de coisas do pecado, igualmente ao fotógrafo aqui citado!

    :) espero ter colaborado!

    Apareçam no Publiteclando!

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