“Esta é a idéia” da caneta marca-texto Pilot. E esta idéia me lembrou a célebre frase de um dos fundadores da BBH, o John Hegarty - “When the worlds zig, zag”.
Essa frase foi um dos princípios filosóficos da agência e originou algumas campanhas dentro deste conceito. Uma das mais emblemáticos é este anúncio da Levi´s que mostra um casal indo contra o rebanho ou traduzindo para um ditado popular brasileiro, “remando contra a maré”.
As ruas de São Francisco parecem ser o cenário ideal para filmar objetos rolando ladeiras abaixo. A Sony foi a pioneira com o consagrado comercial do Sony Bravia. Agora, ao invés de bolinhas coloridas caindo do céu, uma compania de seguros fez uma versão mais “hardcore”. Para não estragar a surpresa, assiste ai.
Falando em propaganda de seguros, vale a pena relembrar a hilária série da Bangkok Insurance que abocanhou Leão de Ouro em Cannes 2006.
O século 21 mal começou, mas a revista GQ já elegeu quais foram as obras arquitetônicas mais importantes que surgiram neste início de século. Pra variar, a América Latinae a Ásia foram excluidas, e obras incríveis como o Atomium e a Fantástica Fábrica de Automóveis da VW também ficaram de fora.
Santiago Calatrava, Turning Torso, Malmo, Sweden (2005)
Santiago CalatravaDe Young Museum, San Francisco (2005)
Comprou uma geladeira nova? Não sabe o que fazer com a velha?
O Centro Espírita Casas André Luiz retira, separa e reforma todo o material recebido. As doações são destinadas à própria Instituição ou selecionadas para venda em um dos oito “Mercatudo” espalhados pela cidade, aonde você pode encontrar boas pechinchas e ainda ajudar pessoas com graves deficiências físicas e mentais.
A MTV sempre foi vanguarda em matéria de Reality Show. Muita gente deve se lembrar do The Real World, que no Brasil foi exibido como Na Real. Depois disso, a emissora foi mais longe e em 2004, aproveitou o sucesso do The OC e lançou o Laguna Beach: The Real Orange County. A série segue a linha realidade na TV, misturando os estilos de narrativa com documentário. O foco é a vida de colegiais bem nascidos que se metem em fofocas, intrigas e triângulos amorosos em Laguna Beach, uma pequena cidade da Califórnia. O sucesso foi imediato e o programa já está na terceira temporada.
Foto dos astros da série
Como os produtores da emissora não dormem no ponto, a MTV lançou essa semana o Virtual Laguna Beach, um serviço online através do qual os usuários podem conviver nos ambientes da série. A proposta é permitir que os fãs “vivam” em Laguna Beach e se relacionem através de seus personagens digitais, criando suas próprias histórias na ensolarada Califórnia. O funcionamento é muito parecido com o Second Life, ainda que tudo gire em torno do ambiente da série. Então, até que ponto isso tudo é novidade?
Os moradores da Laguna Beach online poderão ter casas e carros virtuais através do serviço Gold, cuja mensalidade é de 4,99 dólares. Por U$5,99, é possível assinar o serviço Platinum e ter acesso às áreas V.I.P.s das casas noturnas e eventos do mundo digital. Além disso, podem comprar as roupas dos seus avatars para si mesmos.
Tudo isso faz parte na nova estratégia de expansão da emissora na internet, que inclui propaganda para os usuários do novo serviço. Por enquanto, Cingular, Pepsi, Secret e Paramount são as únicas que desenvolveram táticas de relacionamento dos visitantes com as marcas, mas esse número tende a aumentar.
Pode parecer loucura, mas já existem 22 mil pessoas utilizando a versão de teste do serviço. O buzz tende a aumentar porque os protagonistas da série também terão seus próprios avatars e circularão pelo mundo virtual, dando aos fãs a oportunidade de conversar com seus ídolos.
Dê uma olhada em como acontecem as coisas no Virtual Laguna Beach:
Para concorrer com os video games a nova geração de brinquedos está prometendo criar uma nova sensação, a “realidade virtual real”, ou a “telepresença”. Para imaginar como serão os brinquedos do futuro, pegamos como base o lançamento de dois brinquedos, o helicóptero “Micro Mosquito” e o “Spy Video Car”, além de um experimento realizado por um aficcionado por aviões de controle remoto. Vamos lá.
O Micro Mosquito é um mini helicóptero de precisão construído para voar em pequenos ambientes e se assemelha com um besouro elétrico gigante.
Agora imagine uma mistura do Micro Mosquito com o Spy Video Car…
O Spy Video Car é um carrinho de controle remoto com uma câmera embutida e um óculos de visualização, gerando um carro-espíão. Criado pela WildPlanet, o brinquedo funciona em uma distância de até 25 metros e a sua câmera tem visão noturna especialmente desenhada para espionar ambientes escuros. O que será que vai ser flagrado no escuro? Apesar de ser indicado para crianças de 6 anos, será que os adultos não vão ficar seduzidos com esta proposta do Spy Video Car?
Features:
- Spy on people in other rooms
- LCD screen lets you navigate
- View all the action through your own personal headset
- REAL NIGHT VISION — you see them but they don’t see you
Um aficcionado por aviões de controle remoto criou uma mistura do Spy Video Car com o Micro Mosquito ao colocar uma mini camera na frente do seu avião que enviava as imagens diretamente para seus óculos com uma tela de LCD. Todos os movimentos da cabeça do operador eram replicados na câmera, que girava conforme a cabeça do piloto, criando uma “realidade virtual real”. Veja o vídeo e sinta a sensação da telepresença, de ser um pássaro ou até mesmo um piloto em miniatura.
Fico imaginando que fatos como o flagra de Cicarelli serão cada vez mais comuns com esse tipo de tecnologia nas mãos dos “kidults” e aspirantes a paparazzis de plantão. Afinal, brinquedo não é só coisa de criança. Uma prova legal disso é que a idade média das pessoas que jogam video game é 26 anos. E para vender video game para as pessoas mais velhas a Sony resolveu mostrar alguns bons motivos para você não sair de casa.
Faifh Popcorn, preconizadora do Cocooning agradece.
Daí me lembrei de uma frase do Robert Louis Stevenson: quando você acha que achou a luz no fim do túnel, é a luz de um trem que vem vindo. Tava conversando com Luiz sobre esse clima apocalíptico que paira sobre os rumos da comunicação. Tenho lido e visto umas coisas legais que têm me dado algum norte pra essa desorientação. Não chega a responder dúvidas quanto ao futuro, mas pelo menos mostra caminhos possíveis. A partir disso, cada um acha o seu…
Livro do Chris Anderson, editor da Wired - afirma que acabou o mercado de massa: o que temos agora são múltiplos mercados de nicho. O livro, além de ser a coisa mais comentada no mundo da comunicação, é inspiring pra cacete.
Grant McCracken, um etnógrafo que tem um dos blogs mais legais da Internet, lançou livro onde questiona e tenta analisar as dinâmicas do mercado atual. A prosa do cara é boa.
Documentário bomba, com opiniões de gente grande, ativistas e profissionais sobre o presente - e eventual futuro - das corporações. Dá pano pra manga e material para pensar. Acho que tá pra alugar por aí. Comprei pela 2001 vídeo.
Não existe clima melhor que o do caos: não existem regras, não existem parâmetros e não existem referências, e é isso que vivemos hoje. Acredito que não há melhor oportunidade para fazer algo novo e relevante do que agora.
As paredes internas dos túneis de SP são pretas. Mas não porque foram pintadas assim, mas sim porque toneladas de fuligem emitidas pelos escapamentos vão se acumulando ali até ficarem do jeito que estão.
O artista Alexandre Órion usou isso para fazer um protesto em forma de “grafite limpo” contra a poluição e sujeira da cidade. Ele pegou sacos de pano e foi desenhando caveiras limpando a fuligem. Chegou a a fazer 3.000 delas ao longo de 250 metros de paredes.
Depois de um tempo, a prefeitura veio com carros-pipa e limpou o trabalho de 9 madrugadas de Alexandre. O maior absurdo vem agora: eles apagaram as caveiras, mas deixaram a sujeira nas outras paredes!!!
Alexandre encontrou uma maneira muito criativa de protestar e expôr sua arte, e ainda sem quebrar a lei, porque pichar é proibido, mas limpar não é.
Um carrinho de controle remoto sem rodas? Um avião sem asas? Um barco sem casco? Este é o Storm Launcher, o brinquedo que promete ser o grande hit do natal norte americano. Uma mistura de carro, lancha e avião de controle remoto. Tire as crianças de perto do computador e veja a incrível performance do Storm Launcher.
Você já ouviu falar de “os gêmeos”? São 2 irmãos brasileiros que grafitam juntos e estão fazendo uma baita sucesso no mundo inteiro. Eles têm trabalhos expostos nos museus, galerias e RUAS de países como Alemanha, França, Espanha, EUA, Cuba, Grécia, Chile, entre outros. A primeira exposição deles aqui no Brasil rolou na Galeria Fortes Villaça, em Pinheiros (SP) e fomos conferir. O bacana é que eles não se limitaram a expôr seu trabalho dentro da galeria…
Grafitaram a fachada:
e até a caixa de fios do telefone em frente à galeria:
Lá dentro, os caras criaram um mundo fantástico e surreal, que vai muito além do grafite: lantejoulas, espelhos, bonecos gigantes de madeira e tecidos compõem um ambiente muito colorido…
e INTERATIVO! Quando você pedala na cabine do barco luzes se acendem e várias coisas se mexem, inclusive o “leme voador” e o “boneco gigante amarelo”, que pisca e mexe a boca. Demais!
Sem falar do cubo mágico espelhado em que você entra por um buraco embaixo e se vê dentro de um universo infinito de você mesmo.
Quem foi, pirou. Quem não foi, vacilou, porque era grátis, mas já encerrou.
Não seria interessante se várias empresas patrocinassem intervenções urbanas artísticas como essa pra deixar essa feia megalópole em que vivemos num ambiente um pouco mais agradável, colorido e criativo?
______________________________________________________________ Lucas Jatobá é diretor de arte da Lowe e começa hoje a colaborar com o Cafeína.
Os bonecos de Olinda ficaram para trás depois que os ingleses da Royal de Luxe desenvolveram esta marionete gigante. Na última primavera, a bonecona percorreu as ruas de Londres surpreendendo todo mundo por onde passava. Vale a pena testemunhar a ciência por trás do gigantismo dessa marionete.
O mundo virtual vem fazendo de tudo pra imitar o mundo real. E agora começou uma onda em que o mundo real começa a incorporar elementos que até então só existiam no mundo virtual. Em Bremem, por exemplo, um grupo de artistas fez uma intervenção urbana colocando nas ruas da cidade algumas placas de direção idênticas às que existem no jogo Need For Speed Underground 2.
O único risco é confundir os motoristas mais distraidos…
Falando nisso, outro fenômeno interessante é o uso crescente da linguagem dos video-games na propaganda. Depois do GTA sob os efeitos de Coca Cola, a Peugeot 407 SW também produziu um comercial com esta linguagem, fazendo uma analogia interessante com o amadurecimento do jogador. É hora de crescer… “Playtime is over”.
Já a Mazda resolveu se aproveitar de uma brincadeira de criança e adicionar uma pitada de selvageria. Partiu de um jogo real para criar uma fantasia virtual que mostra uma perseguição maluca em meio a um autorama gigantesco, bem ao estilo das antigas propagandas de “comandos em ação”.
Apesar dessa onda, isso não é nenhuma novidade. Me lembro da primeira vez que fui surpreendido por essa linguagem de video game, fora do mundo dos games. Red Hot Chilli Peppers, Californication, lembra?
Tudo isso me parece um território bem fértil para brincar com as fantasias de crianças e jovens adultos que cresceram jogando video game. Afinal, quem nunca quis encarnar um personagem do mundo virtual? Sair dirigindo um carro em alta velocidade sem medo de morrer… ser o Ronaldinho Gaúcho por alguns momentos em um jogo de futebol… lutar agressivamente na cobertura de um prédio… e assim por diante. Pena que algumas pessoas acabam confundindo de forma psicótica o mundo virtual com o mundo real. Um exemplo típico é o assassino do cinema do Shopping Morumbi , que se inspirou no jogo Duke Nuken 3D e saiu metralhando todo mundo que viu pela frente. 40 pessoas morreram. E o governo quase proibiu a venda desse tipo de jogo no país.
E você, acha que as fantasias virtuais inspiram atitudes reais?
Depois de ser infestado por lojas do mundo real, agora o Second Life está em meio a uma temporada de shows. Explicando melhor: palcos virtuais são montados e uma audiência de usuários do site podem ouvir as músicas e ver os cantores 3D se apresentando. Parece loucura? Não é todo mundo que pensa assim.
A Coca-Cola resolveu inovar e, desde abril desse ano, tem promovido festivais de música nesse mundo digital. A empresa possui inclusive uma estratégia de posicionamento só para o Second Life, da qual os concertos online fazem parte.
Dando continuidade a essa onda, um programa musical virtual foi criado, e a cantora Suzanne Vega se apresentou na estréia, ao vivo para uma audiência digital. Pelo jeito, ela não é a única que gostou dessas apresentações via avatar. O Duran Duran anunciou recentemente que vai se apresentar no mundo digital.
Confira a performance virtual surreal de Suzanne vega: