Archive for the ‘Arte urbana’ Category

Arte na boca-de-lobo

Quarta-feira, Setembro 26th, 2007

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Ninguém gosta de bueiro. Bueiro é sujo, feio, entope quando chove e sempre tem uma história de alguém que caiu lá dentro e quebrou uns 7 ossos. Mas bueiros podem ser formas incríveis de arte urbana. Pelo menos é assim que pensam Leonardo Delafuente (D lafuen T) e Anderson Augusto (SÃO), dois paulistanos muito talentosos que fazem o projeto 6emeia.  

O projeto consiste em embelezar a cidade através de elementos desprezados da paisagem da cidade. “…até o mais esquecido e indiferente objeto, se olhado com cuidado pode exalar arte. Os bueiros já pintados pelo 6emeia são como gotas coloridas em um imenso balde cinza.” Gotas de tinta sensacionais, diga-se de passagem:

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O trabalho dos caras está na última semana de exposição no Bar Berlin,

em São Paulo. Se não der tempo, também dá pra curtir mais bueiros e outras intervenções no Fotolog ou no Flickr do 6emeia.

 

Graças ao Publicidade de Saia. Obrigado!

Pepsi A Premium Good

Quinta-feira, Setembro 13th, 2007

Fazer um projeto inovador de redesenhar o produto com um grafiteiro agrega valor à marca. Fazer isso com um produto para o consumo responsável é melhor ainda. Juntando essas duas tendências, a Pepsi lançou na semana passada “A Premium Good”.

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O projeto consiste em vender garrafas customizadas do refrigerante e reverter a renda para a organização Keep America Beautiful. No evento de lançamento, a marca apresentou a garrafa customizada pelo designer Stash inspirado no tema “lifestyle shoe”. Stash é um dos designers mais badalados de sneakers do momento, além de  dono de uma loja muito bacana em NY, a RECON.

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Há rumores de que ainda vão rolar edições inspiradas nos temas Poker, Música e Jeans, mas o site ainda está cheio de mistério. É aguardar pra ver como esse projeto vai continuar. Se você curtiu, pode adquirir a sua no ebay.    

Graças ao SenakerBR. Obrigado!

A onda dos Sneakers no Brasil

Quinta-feira, Setembro 6th, 2007

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Todo mundo adora tênis. Tênis é confortável, bonito e há muito tempo deixaram de ser usados apenas para fazer esportes. Com a onda retro do novo século, o par de tênis virou lifestyle e os fashionistas e modernos em geral pegaram gosto pelos modelos mais descolados, os chamados sneakers.

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A “cultura sneaker” existe lá fora há mais de 30 anos. As pessoas que amam tênis, comprando, trocando e vendendo modelos raros e exóticos sustentam esse movimento que começou com uma pitada de basquete, skate e arte de rua (um pouco de hip hop e um pouco de Grafitti).

O Brasil ainda está longe do que acontece em cidades que são referência no assunto, como NY, Londres, Amsterdã, Hong Kong e Tóquio, mas algumas expressões bacanas começam a aparecer por aqui. Em junho desse ano a Nike lançou um modelo do clássico Nike All Court de 1980 inspirado no Rio de Janeiro. O Nike All Court Rio foi vendido apenas na época do Pan, celebrando o evento em um projeto gráfico bem arrojado:

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Pouco a pouco, os snekaers estão pegando por aqui. O SneakersBR foi o primeiro site dedicado exclusivamente ao assunto no país. Criado por Ricardo Nunes, o site tem desde um blog com os últimos lançamentos internacionais e como encontrá-los, até galerias com fotos dos sneakers dos leitores.

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São diversas as customizações dos próprios sneakers, como o do Gustavo Borges aqui da agência:

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Em abril desse ano aconteceu o SneakersBR Live, primeiro evento dedicado ao assunto em terras tupiniquins, onde rolou a exibição do Just For Kicks, documentário gringo sobre a cultura sneaker premiado no Sundance Festival, que também foi exibido na Mostra Anual de Hip Hop de São Paulo no começo de  agosto. Além disso, foi lançada a primeira revista especializada no assunto, a Sneaker Trip.

A revista foi lançada pela Trip Editora com tiragem trimestral para falar da cena brasileira. Encartada junto com a Trip, a publicação traz entrevistas com grandes colecionadores como o DJ Zegon e o estilista Marcelo Sommer, alguns modelos e um pouco de outras esferas que compõem a essência dos sneakers:  Hip Hop, Grafitti, Toy Art e Skate.

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Essas iniciativas mostram que um mercado novo está se abrindo para as marcas no país. Mas só trazer os lançamentos que rolam lá fora não é o suficiente. É preciso trazer projetos interessantes, como o Nike All Court Rio e a Kombi da Adidas, pop-up store que leva esse conceito “cultura de rua de butique” para mais perto do consumidor.

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Food for tought… Se você curtiu a temática, aqui estão alguns sites gringos para saber mais do assunto:- Sneaker Freaker- Crooked Tongues- Endorsed- KicksFinder

Diesel Walls

Quarta-feira, Agosto 22nd, 2007

A Diesel patrocina um concurso cultural em Milão chamado Diesel Wall em que artistas novos têm de criar imagens para estampar uma parede enorme da cidade. O resultado é visibilidade para o trabalho do artista e para a iniciativa da marca. Alguns dos trabalhos já realizados:

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Na edição desse ano do prêmio, a proposta foi estampar 4 paredes em 4 cidades diferentes: Milão, Beijing, Copenhagen e Toronto com o tema  “I Could Be Yours.”(Eu poderia ser seu). O resultado saiu essa semana, mostrando trabalhos arrojados e muito bonitos:

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Nome do Trabalho: My Mama is so proud, por Tucker Hughes em COPENHAGEN

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Nome do Trabalho: Look at me in the Eye, por Artemis Psathas em 

TORONTO

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Nome do Trabalho: Better to keep silence, por Chui Chi Tang em BEIJING

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Nome do Trabalho: Tramonto (sunset), por Massimo Falsaci em MILÃO  

Essa última já está pronta. Confira mais fotos:

Toy Art Tupiniquim

Terça-feira, Agosto 21st, 2007

Toyart é um movimento que conquistou o mundo todo. O design e as artes plásticas encontraram um híbrido poderoso para expressar a arte pós-moderna: o brinquedo de adulto. Toyart virou hit desde fashionistas até descolados. Tudo isso já estourou de Tokyo a Londres. Mas e o Brasil?

Enquanto lá fora a matéria-prima preferida é o vinil, por aqui os artistas foram até as raízes da nossa cultura ressuscitar o tecido e outros materiais artesanais, como a baiana Andréa May  e dos Bubbledolls rag monsters, adeptos do tecido:  

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Mas nem só de adaptações vive a toyart brasileira. Os publicitários Alessandro Novo e Denis Scorsato  lançaram em janeiro o primeiro projeto customizável em resina, o Ted Hole, que já possui diversas reinterpretações:

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E dando continuidade à Toyart brasileira, o grafitteiro Rui Amaral lançou nessa semana o seu personagem Bicudo, o primeiro toyart brasileiro em vinil. O simpático personagem já ganhou até uma versão customizada de orixá, que está em cartaz com mais 23 Bicudos no Shopping Frei Caneca em São Paulo até 29 de setembro, misturando arte urbana, cultura local, tendência global e jeitinho brasileiro…

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Grafite de guerrilha

Quinta-feira, Abril 19th, 2007

A arte guerrilheira do inglês Bansky veio para chocar, incomodar, causar sorrisos amarelos.

O grafite abaixo é um de seus mais conhecidos trabalhos:

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O cara não gosta de aparecer em público para “evitar ser preso”.

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Bansky começou aos 14 anos, como pichador. Em 2005 levou suas tintas e toda sua ironia para o muro erguido por Israel para isolar a Cisjordãnia. “Todo grafiteiro precisa fazer uma peregrinação ao maior muro do mundo em algum momento de sua vida”, afirmou.

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Uma das pegadinhas frequentes do artista é deixar, clandestinamente, suas obras em galerias e museus. Esta peça, “Homem primitivo vai ao mercado”, fez tanto sucesso que acabou sendo incorporada ao acervo do Museu Britânico, em Londres, que tem uma das maiores coleções de relíquias arqueológicas.

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Na única vez que foi entrevistado pessoalmente, o repórter do “The Guardian” lhe perguntou: “Como posso saber se você é Bansky?”. A resposta: “Você não tem garantia nenhuma.”

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Veja mais em: http://www.banksy.co.uk/

Fonte: Superinteressante

Noturnos

Terça-feira, Março 6th, 2007

O homem: Cássio Vasconcelos, fotógrafo.
A máquina: uma Polaroid SX-70, da década de 70 (!!!).
O trabalho: fotografar São Paulo à noite.

Cássio, um ser urbano, assim como muitos de nós, nutre uma relação de amor e ódio por essa maluca megalópole. E foi buscar nela as singularidades no meio do seu caos, garimpando, caminhando como um ser noturno, buscando o limite entre o que seria real e o imaginário. Buscando a poesia e atmosfera que não são encontradas durante o dia. Deleite-se:

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“Fui envolvido pelo lirismo noturno, que é quando os sonhos se fazem.” (Cássio Vasconcelos).

A série rendeu um belo livro de mesmo nome, “Noturnos - São Paulo”, com mais de 250 fotos perfeitas como essas. Da Editora Bookmark, com fornecimento exclusivo pela Laselva Bookstore.

E você achando que belas imagens só se faziam com Photoshop… Tsc, tsc, tsc…

Arte Subterrânea

Sexta-feira, Março 2nd, 2007

Se você um dia imaginou como as Tartarugas Ninjas conseguiam morar num lugar que só tem ratos e esgoto, saiba que elas moravam num lugar repleto de arte. Isso graças a Zezão, que coloca uma pitada de arte nos cantos mais obscuros da cidade. Ele era motorista e motoboy, e com isso conheceu todos os cantos inimagináveis da cidade. Em 95, Zezão decidiu fazer intervenções nos lugares mais inóspitos de São Paulo: subterrâneos, obras abandonadas, viadutos, galerias de esgoto…

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Por onde passa Zezão deixa sua marca e cada “flop” que ele deixa é um grito de denúncia do abandono do ser humano pelos seus semelhantes e pela cidade. A arte de Zezão nos faz pensar sobre a ocupação desordenada e desumana da cidade.

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Zezão se tornou um artista famoso, já expôs na Galeria Choque Cultural, na Fortes Vilaça e fez vários trabalhos para a publicidade.

“O abstrato azul faz sentir nosso desamparo, profundamente.” (Mariana Martins, Galeria Choque Cultural)

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Para ver mais: http://www.artesubterranea.com/

Cafeína relacionada:
Galeria Choque Cultural

Recortar e colar

Sexta-feira, Fevereiro 23rd, 2007

Christian Hasucha conseguiu realizar uma intervenção interessante: um intercâmbio do cenário urbano. Assim como fazemos copy and paste no computador, Christian fez na vida real. Copiou um pedaço de um bairro, e colou em outro, veja só:

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Já imaginou se essa moda pega? Coitado do parque do Ibirapuera.

O poder do Nada

Quinta-feira, Fevereiro 15th, 2007

Nem sempre um bom título é importante em uma comunicação. Nem sempre um layout maravilhoso é o segredo da persuasão. Aliás, tem vezes que até mesmo o ‘nada’ é a coisa mais importante, como foi registrado aqui nessa foto, em uma “manifestação” de uma escola de arte da Estônia.

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Se esta ação fosse em São Paulo, os manifestantes ainda teriam a ajuda de algumas empresas de mídia exterior, que estão cobrindo os seus outdoors com imagens brancas e vazias.

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É interessante notar que às vezes a ausência da estética, da informação e da persuasão nos dá uma sensação refrescante de paz. É assim que eu me sinto em determinadas regiões da cidade que ficaram livres de alguns outdoors que escondiam árvores, escondiam faixos de luz, e até mesmo belas vistas do horizonte que estava por trás das entrelinhas.

Outra experiência interessante da “celebração ao nada” foi esta realizada algum tempo atrás em Vienna, onde um grupo de artisitas resolveu “apagar” toda a comunicação visual de uma agitada rua comercial da cidade, cobrindo tudo com faixas amarelas. Uma instigante espécie de censura a qualquer placa, qualquer texto, qualquer elemento que tentasse nos persuadir.

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Você ainda acha que o nada não significa nada?


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(bandeira nacional da Líbia)
Para a Líbia significa muita coisa.

*Agradecimentos ao Carioquinha (Maurício Meirelles), que me inspirou com o ping pong de idéias no msn.

Pixelizando a vida

Terça-feira, Fevereiro 13th, 2007

Desde o boom da era eletrônica, muitos artistas têm se inspirado nos pixels para criar suas obras.

Uns artistas malucos chamados SPACE INVADERS criaram um movimento mundial em que interagem na paisagem urbana com desenhos de videogames de 8 bits feitos com mosaicos de pixels.

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Esse pac man fica numa parede de Paris.

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Se você entrar no site verá que os mosaicos dos caras estão espalhados por todo o mundo, de Hong Kong a New York. Parece que virou uma obsessão para eles pixelizar sua arte em todos os lugares do mundo.

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Seguindo a moda dos pixels, uma campanha para camisinhas levou leão em Cannes no ano passado com anúncios que mostravam cenas de sexo feitas de embalagem da camisinha, cada uma como se fosse um pixel do desenho.

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Quanto mais difícil, melhor. Fazer um rosto só com pixels já é difícil. Mas fazer um rosto com pixels dos cubos…

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Até o famosinho Vik Muniz fez a sua versão, mas no estilo dele, claro. Um belo vaso de flores feito de pixels de papel!

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É a tecnologia influenciando a arte. E você já parou pra imaginar quantos megapixels teria o olho humano? Bem, ele não funciona exatamente como uma câmera, mas segundo a revista Mundo Estranho, nosso olho em cerca de 250 pontos luminosos, ou seja, sua resolução máxima é de 250 megapixels!

Choque Cultural

Segunda-feira, Fevereiro 5th, 2007

Belo sábado de sol, nós, os tais caras da Borghierh/Lowe, fomos fazer um rolê inusitado. Conhecer a Galeria Choque Cultural, na Vila Madalena. Não é como ir a uma galeria de arte comum, fingir que entendeu, falar alguns termos diíceis e dar uma opinião vazia.

Essa galeria é diferente: ela aborda a arte que nasceu nas periferias e que hoje faz sucesso no mundo inteiro, virou moda, tendência. Arte pura, sincera, que mostra um lado da realidade que a maioria de nós não conhece. A EXPERIÊNCIA já começa do lado de fora, na esquina da rua da galeria, onde nos deparamos com essa bela intervenção urbana do grafiteiro Zezão.

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Como seria bacana se mais artes como essam estivessem espalhadas pela cidade. O gélido e feio ambiente urbano ganharia novos ares… Mas isso é assunto para um próximo post.

Chegando na galeria, se liguem na fachada nada convencional, um grito na paisagem, que atrai curiosos de todos os tipos.

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O bacana da Galeria Choque CUltural é que cada micro espaço se torna uma tela para alguma obra de arte.

Repare no apoio para o livro de visitas, nos cones, no muro exterior, na porta que ganha vida, olhos, bocas. Andando pelos 3 apertados andares da charmosa e colorida casa em que fica a Choque Cultural, se tem a impressão de que estamos num mundo paralelo, em que realidade e ilusão se misturam formando aquilo que chamamos de arte, mas que na verdade é muito mais do que isso, é vida, é prazer, é sentimento, sensação.

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Lá dentro até o que não é arte parece arte. Veja os pacotes no chão. São os embrulhos que a galeria está preparando para a mostra que farão em NY mês que vem. Mas poderia ser colocado em qualquer canto da Bienal de Arte de SP…

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O destaque desse mês era o renomado grafiteiro SPETO, com carreira internacional e tudo mais. Chega, já escrevi muito. Senta e chora com a obra do cara:

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Rolê imperdível para qualquer hora. Depois aproveite e perca um tempo na galeria de arte indígena que fica logo em frente e em seguida desça até a esquina e se deleite com as coisas incríveis da loja de design de coisas antigas, ambos passeios geniais. A Galeria Choque Cultural fica na Rua João Moura, 997, Vila Madalena, de segunda a sábado, das 12h às 19. Valeu Baixo e Marina!

King Kong e a ilusão urbana

Segunda-feira, Fevereiro 5th, 2007

Estava com meu binóculo espiando o cenário urbano e o mar de prédios em São Paulo quando subitamente avistei um King Kong enfurecido pronto para devorar a a selva de concreto que o rodeava.

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Por uma fração de segundos, achei que estava delirando e que o King Kong poderia ser real, uma espécie de arte, uma intervenção. Até que descobri que tudo não passava de uma ilusão: era uma propaganda do TeleCine.

Mídia Imprevisível

Quarta-feira, Janeiro 31st, 2007

Arquivo, salvar, imprimir. Pronto, o seu anúncio está pronto para ganhar as ruas e aparecer por aí. O que você não esperava é que as influências externas do meio ambiente urbano pudessem afetar a sua criação.

Um bom exemplo é esta foto do psfk que mostra duas propagandas emparelhadas lado a lado: uma falando “não confie em propaganda” bem ao lado de uma peça de conscientização para arrecadar fundos para a região de Dasfur, no Sudão. Um ruído capaz de fazer a eficácia do anúncio cair ainda mais, desperdiçando dinheiro de uma fundação que está anunciando justamente para conseguir dinheiro.

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Um outro caso nada agradável ocorre quando algum elemento externo não desejável interage com a propaganda. No caso desta foto, a interação entre a mensagem e a paisagem foi tão perfeita que não é impossível desconfiar que tudo isso foi feito de propósito.

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Na maioria das vezes essa situação é controlável e não dá para culpar ninguém. É só empurrar o lixo para outro lado, ou trocar o cartaz de lugar. Mas às vezes na tentativa de acabar com um ‘mau’ imprevisto algumas marcas se dão bem mau, como foi o caso do corte de árvores em favor dos outdoors da Marginal Pinheiros.

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Cafeína relacionada:
Intervenção urbana ecológica

Gincana no Aeroporto

Segunda-feira, Janeiro 22nd, 2007

Viajar de avião é uma experiência cansativa. Fazer o check in, despachar as malas, comer algo, esperar, passar pelo raio X, embarcar, viajar, retirar as malas, andar kilômetros, filas e mais filas…

Foi aí que o artista Stuart Sprole se irritou com essa rotina e se perguntou: como melhorar a experiência das pessoas no aeroporto enquanto elas esperam pelo embarque? Como transformar estas tarefas corriqueiras uma experiência mais divertida?

Stuart sugeriu que o aeroporto de Schiphol, em Amsterdam deveria ser transformado em um playground recheado de atividades para distrair, motivar e inspirar os viajantes a cumprirem os seus objetivos (ou melhor, as “fases” da gincana) de uma maneira mais leve, descontraída e agradável.

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Pena que essa idéia foi apenas uma idéia. Mas o que impede ela de se tornar real? O nosso mundo ainda é muito sério para instaurar uma sugestão como essa, ainda mais quando o assunto é aeroporto.

Mas eu fico imaginando: se alguma cidade do mundo tivesse o anseio de se posicionar para os turistas como “divertida”, “diferente” e “criativa” essa idéia cairia como uma luva. Seria a coerência máxima no primeiro ponto de contato. Se Amsterdam não é suficientemente divertida, diferente e criativa, que outra cidade poderia realizar o projeto do Stuart?

Uma coisa é certa: se isso existisse no Brasil, o stress provocado pelo caos nos aeroportos poderia ter sido menor.

Cafeína relacionada:
O futuro dos jogos