Se apropriando da técnica usada pela dupla Tim Noble e Sue Webster, já comentada aqui no último post, a Lowe de Londres criou este filme para a loja de departamento John Lewis.
Procurando “inspirar os consumidores a comprar os produtos que refletem a sua personalidade”, a campanha usa a mesma técnica da arte produzida por Noble e Webster, posicionar ‘aleatoriamente’ os produtos da loja, formando imagens repletas de detalhes
Não foi usada qualquer espécie de computação gráfica na construção das formas, vale a pena conferir o making-off do filme.
Anos antes da internet e do Playstation, uma das brincadeiras preferidas das crianças era formar figuras na parede através de sombras geradas por uma lanterna.
Essa construção já foi usada alguma vezes na propaganda, como nessa campanha para o Volks Phaeton.
Mas o que esperar quando iluminamos um monte de lixo? No caso de Tim Noble e Sue Webster estamos falando de arte.
É impressionante a riqueza de detalhes que é gerada a partir de objetos dispostos aparentemente ao acaso. Analisando a obra temos a impressão que estamos sendo ludibriados, que a luz vem de um outro ponto ou qualquer coisa que nos faça desacreditar na perfeição das formas.
A evolução de uma brincadeira infantil que se transformou numa linguagem artística diferenciada. É impressionante o que mãos, ou lixo, conseguem fazer.
Quem acha que cerveja é coisa só pra homens está muito enganado. Lá fora existe um mercado muito movimentado de lançamentos inovadores para as mulheres. E essas mulheres não são as popozudas dos comerciais de cerveja masculinas.
A polonesa Karmi, por exemplo, é uma cerveja escura com um toque de caramelo nas versões Café, Pina Colada e Menta e teor alcoólico de 0,1%. O site traz horóscopo, dicas de beleza e até receitas de drinks com a cerveja, posicionando-se na esfera do bem-estar.
Também ligada ao bem-estar, existe a Christened Charli, uma cerveja estilosa apresentada como uma alternativa ao vinho. E por falar em vinho, foi lançado na Alemanha o Sophie & Sophie, um vinho light também para as mulheres.
A alemã Karla leva o bem-estar tão a sério que oferece benefícios para a saúde, como a funcionalidade tão popular entre os iogurtes no Brasil. Além de baixo teor alcoólico (1%), a bebida possui sabor de sucos de frutas e é vendida inclusive em farmácias.
Mais focada na suavidade do sabor, a Heineken oferece as coloridas Hoegaarden Rosée e Gulpener Rosé, também com sabor de frutas.
O interessante é que todas essas cervejas têm sabores mais fracos e quase nenhum álcool para agradar seu público, quase como se não fossem cervejas. Será que o segredo de vender cerveja pra mulheres é dizer que não é cerveja? E será que isso daria certo no Brasil? De qualquer forma, uma coisa é certa: cerveja é coisa de mulher.
Todo mundo adora tênis. Tênis é confortável, bonito e há muito tempo deixaram de ser usados apenas para fazer esportes. Com a onda retro do novo século, o par de tênis virou lifestyle e os fashionistas e modernos em geral pegaram gosto pelos modelos mais descolados, os chamados sneakers.
A “cultura sneaker” existe lá fora há mais de 30 anos. As pessoas que amam tênis, comprando, trocando e vendendo modelos raros e exóticos sustentam esse movimento que começou com uma pitada de basquete, skate e arte de rua (um pouco de hip hop e um pouco de Grafitti).
O Brasil ainda está longe do que acontece em cidades que são referência no assunto, como NY, Londres, Amsterdã, Hong Kong e Tóquio, mas algumas expressões bacanas começam a aparecer por aqui. Em junho desse ano a Nike lançou um modelo do clássico Nike All Court de 1980 inspirado no Rio de Janeiro. O Nike All Court Rio foi vendido apenas na época do Pan, celebrando o evento em um projeto gráfico bem arrojado:
Pouco a pouco, os snekaers estão pegando por aqui. O SneakersBR foi o primeiro site dedicado exclusivamente ao assunto no país. Criado por Ricardo Nunes, o site tem desde um blog com os últimos lançamentos internacionais e como encontrá-los, até galerias com fotos dos sneakers dos leitores.
São diversas as customizações dos próprios sneakers, como o do Gustavo Borges aqui da agência:
Em abril desse ano aconteceu o SneakersBR Live, primeiro evento dedicado ao assunto em terras tupiniquins, onde rolou a exibição do Just For Kicks, documentário gringo sobre a cultura sneaker premiado no Sundance Festival, que também foi exibido na Mostra Anual de Hip Hop de São Paulo no começo de agosto. Além disso, foi lançada a primeira revista especializada no assunto, a Sneaker Trip.
A revista foi lançada pela Trip Editora com tiragem trimestral para falar da cena brasileira. Encartada junto com a Trip, a publicação traz entrevistas com grandes colecionadores como o DJ Zegon e o estilista Marcelo Sommer, alguns modelos e um pouco de outras esferas que compõem a essência dos sneakers:Hip Hop, Grafitti, Toy Art e Skate.
O marketing tradicional sempre colocou sua atividade como uma verdadeira guerra. CEOs e suas equipes desenvolvem estratégicas da mais alta complexidade com um único objetivo: conseguir as cabeças de seus arquiinimigos: a concorrência .
Tanto isso é verdade, que “A arte da Guerra”, tática militar do imperador chinês do século 6 Sun Tzu, é aplicada a diversas estratégias de negócios e empresas gastam muito dinheiro tentando motivar seus funcionários com esses ensinamentos. Será que adianta?
Um filminho sem graça com uma trilha duvidosa pode não motivar ninguém, mas o cinema tem discursos tão poderosos que fariam qualquer um pintar a cara de azul e lutar pela Escócia. Pensando nisso, colocamos aqui uma lista com alguns dos melhores discursos do cinema que poderiam inspirarqualquer ser humano (até os vendedores!):
Na era do consumismo descontrolado, o consumo responsável tem se mostrado a melhor alternativa para as causas sociais. Frente aos milhares de iniciativa brigando pelo coração ($) das pessoas, o consumidor se tornou imune à caridade. Por isso, ao invés de vender a essência de uma causa, vende-se a materialização: o produto.
Um dos vencedores de Titanium desse ano ilustra essa tendência. O Tap Project envolve a criação de uma marca de água para promover um fundo da UNICEF para o combate à sede infantil. Em menos de um ano de existência, o projeto já arrecadou mais de 5,5 milhões de dólares para a causa, e a venda da Tap Water será expandida para 100 cidades ao redor do globo até 2009.
Na minha opinião, o product RED e o LiveStrong são as maiores iniciativas do “segmento” de produtos-causas. O RED deixa a proposta bem clara em seu manifesto: Red não é caridade, mas um business model, uma escolha inteligente.
Escolhas que já ajudaram mais de 67 milhões de pessoas e vão ajudar mais. A revista americana Vanity Fair dedicou sua edição de Julho a matérias e entrevistas sobre o RED e a situação na África. Além disso, a revista e o RED lançaram um CD no iTunes com músicas de artistas africanos e todo dinheiro das vendas irá para a causa. Tudo indica que esse modelo é o futuro (e o presente).
O projeto já tinha iniciado esse consumo-responsável-de-entretenimento com a cantora Joss Stone. Em junho ela lançou seu single “Tell Me What We’re Gonna Do Now”, cuja venda no iTunes foi toda revertida para o RED. No clipe aparece inclusive um mini showda iniciativa.
Dando continuidade a esses projetos inovadores para divulgar a causa, o festival internacional de cinema independente Vail Film de 2008 terá uma categoria de curtas exclusiva para o RED. A proposta é criar um filme de até 10 minutos que dramatize um dos dois temas:
We are the people we’ve been waiting for (”Nós somos as pessoas por quem temos esperado”)
Be a good-looking Samaritan (”Seja uma bom samaritano bacana/bonito”)
O criador do melhor “(RED) Vision” leva 2 passagens e hospedagem luxuosa para assitir à premiação do festival, além do reconhecimento e do auxílio à causa.
Todas essas ações vão além de númeors impactantes e chocantes que fazem as pessoas chorar. São alternativas de marketing para as ONGs, o que tem se mostrado bem mais eficaz.
O dinamarquês Peter Callesen não precisa de tintas para fazer sua arte, apenas papel e muita imaginação:
Já o japonês Gwon Osang usa fotografias impressas sobre papel, faz colagens mirabolantes e com volume reais:
Adicionando jogos de luz e cores temos um efeito bem impressionante. Essas aí são lanternas chinesas de papel, em uma exposição no topo do maior edifício do mundo, o Taipei 101.
Será que existe uma forma de deixar a rotina menos massante? É exatamente essa a chave para deixar tudo mais divertido: a forma. O design se faz cada vez mais presente em nosso dia-a-dia, principalmente através da releitura de utensílios comuns, reinventando tudo.
São diversas as formas de arrancar um sorriso do nosso rosto no meio de um dia comum, mesmo que não sejam formas muito funcionais…
Em todo lugar só se fala na web 2.0, na interatividade, produção de conteúdo e etc. Mas será que a internet pode proporcionar uma experiência sensorial? Não só é possível, como já existe um serviço que cobra por isso.
Cientistas gringos desenvolveram uma ferramenta chamada I-Doser, um programa que sincroniza suas ondas cerebrais para atingir um humor ou experiência específicos através de ondas sonoras que compõe as faixas, ou doses.
Isso é possível através de batidas estereofônicas que mudam os padrões das ondas cerebrais, fazendo você se sentir eufórico, alucinado ou mesmo relaxado. Tudo depende da droga consumida.
Por exemplo: com a i-Dose de cocaína, distorções intensas criam ansiedade, impaciência e uma certa dor-de-cabeça. No caso da maconha, um ambiente mais calmo e tranqüilo é formado por um zumbido incessante que se alterna em primeiro e segundo plano com um efeito de água corrente.
Se preferir, você pode baixar o programa aqui. Ele já vem com duas doses grátis que podem ser usadas apenas uma única vez: French Roast e Sleeping Angel. Se quiser mais tem que comprar…
Já pensou se a moda pega? I-Pods se tornarão seringas perigosíssimas…
Uma simpática senhora americana chamada Joan Gratz inventou uma técnica de animação conhecida como “clay painting”. Ela trabalha com argila colorida como se fosse tinta, criando uma rica textura que faz parecer que as imagens estão flutuando. O efeito, incrível, é como o de transformar uma tela do Van Gogh em filme!
Ela já fez esse filme para a Coca, chamado “Heartland”:
Joan já ganhou até Oscar de Animação com um de seus curtas! O filme a seguir, “Mona Lisa Descending a Staircase”, foi definido pelo New York Times como “um excelente tour da história da arte moderna em sete minutos”.
Além de Oscar, a “sagaz senhoura” já levou Cannes e Clio Awards com seus comerciais e até Grammy Awards com um videoclip. A veinha deixou um bando de marmanjos pra trás, é mole?
O homem: Cássio Vasconcelos, fotógrafo.
A máquina: uma Polaroid SX-70, da década de 70 (!!!).
O trabalho: fotografar São Paulo à noite.
Cássio, um ser urbano, assim como muitos de nós, nutre uma relação de amor e ódio por essa maluca megalópole. E foi buscar nela as singularidades no meio do seu caos, garimpando, caminhando como um ser noturno, buscando o limite entre o que seria real e o imaginário. Buscando a poesia e atmosfera que não são encontradas durante o dia. Deleite-se:
“Fui envolvido pelo lirismo noturno, que é quando os sonhos se fazem.” (Cássio Vasconcelos).
A série rendeu um belo livro de mesmo nome, “Noturnos - São Paulo”, com mais de 250 fotos perfeitas como essas. Da Editora Bookmark, com fornecimento exclusivo pela Laselva Bookstore.
E você achando que belas imagens só se faziam com Photoshop… Tsc, tsc, tsc…
Se você um dia imaginou como as Tartarugas Ninjas conseguiam morar num lugar que só tem ratos e esgoto, saiba que elas moravam num lugar repleto de arte. Isso graças a Zezão, que coloca uma pitada de arte nos cantos mais obscuros da cidade. Ele era motorista e motoboy, e com isso conheceu todos os cantos inimagináveis da cidade. Em 95, Zezão decidiu fazer intervenções nos lugares mais inóspitos de São Paulo: subterrâneos, obras abandonadas, viadutos, galerias de esgoto…
Por onde passa Zezão deixa sua marca e cada “flop” que ele deixa é um grito de denúncia do abandono do ser humano pelos seus semelhantes e pela cidade. A arte de Zezão nos faz pensar sobre a ocupação desordenada e desumana da cidade.
Zezão se tornou um artista famoso, já expôs na Galeria Choque Cultural, na Fortes Vilaça e fez vários trabalhos para a publicidade.
Antes de qualquer coisa, já vou avisando: não tem photoshop. Agora imagine os poucos sortudos presentes nesse momento incrível, como eles descreveriam tantas coisas lindas acontecendo ao mesmo tempo, no mesmo lugar? Com mil palavras ou com essa foto:
No dia 26 de Janeiro, em Perth, Austrália, pessoas se sentaram na praia para assistir, ao mesmo tempo, 3 acontecimentos mirabolantes no céu: à esquerda, fogos de artíficios em comemoração ao “Australia Day”; no centro, a passagem do cometa McNaught visível a olho nu, em um de seus dias mais brilhantes (você só verá se clicar na imagem ampliada); e à direita uma tempestade de raios no oceano.
Tá bom, tá bom, tenho que confessar, tem photoshop na imagem sim, mas usaram apenas para juntar as 3 fotografias tiradas nesse momento único e inesquecível do céu australiano.
Uma das maiores alegrias de uma criança é se esbaldar em um parque cheio de túneis, escorregadores, piscinas de bolinhas e tudo mais que possa aflorar a fértil imaginação infantil.
O McDonald´s conhece bem o potencial deste mundo de fantasias infantis e reserva boa parte do espaço de suas lojas para a instalação de mini-parques que estimulam os sentidos das crianças.
Esse é o universo infantil que faz parte de todos nós. Conforme crescemos, somos condicionados a viver em um universo arquitetônico cada vez mais cinza, quadrado e careta. Linhas retas, monocromáticas e minimalistas acabam por dominar o cenário. Mas as fantasias infantis continuam vivas, prontas para emergir de nosso subconsciente.
Shusaku Arakawa é um artista japonês que tenta despertar essas fantasias infantis no mundo adulto, valorizando os estímulos, cores e formas visuais marcantes. Não é a toa que ele projetou esse conjunto habitacional para idosos que mais se parece com um playground do McDonald´s.
A idéia do projeto é que os idosos sejam estimulados pela funcionalidade do local, como por exemplo pisos inclinados e interruptores em locais aleatórios - “People, particularly old people, shouldn’t relax and sit back to help them decline. They should be in an environment that stimulates their senses and invigorates their lives.”Pensativo sobre o tema da arquitetura infantil, caminho até a janela e vou ver como anda o cenário de São Paulo.
O cenário não parece muito promissor para os idosos paulistanos. Daqui alguns anos, os idosos serão maioria em nosso país. Será que os arquitetos brasileiros já estão pensando nisso?
Todas estas casas devem ter custado uma fortuna. Mas se você sonha em ter uma casa tão incrível como estas, não fique ai parado, inerte, apenas sonhando com uma delas. Com um pouco de criatividade, bom gosto e uma pitada de jeitinho brasileiro você pode fazer como o seu Estevão, que construiu uma verdadeira obra de arte entranhada em meio à favela de Paraisópolis.Eu nunca visitei a casa dele pessoalmente, mas peguei um trecho de uma matéria a respeito do “castelo de Paraisópolis”, destino que já virou ponto turístico de Paraisópolis e atrai centenas de estudantes estrangeiros. Veja só:
“Visitar a casa de Estevão é uma experiência única. Jardineiro-artista da arquitetura espontânea, Estevão Silva da Conceição é destas almas iluminadas, que vieram pra tornar nosso ambiente mais agradável e com aquela energia de que tudo é possível. A casa escultura do baiano estevão já foi assediada pela imprensa nacional, revistas internacionais, e o próprio chegou a viajar para Espanha para conhecer o trabalho de Gaudí a convite da comissão que cuidava da comemoração de aniversário do arquiteto catalão ( após uma longa pesquisa pelo mundo acharam o trabalho de Estevão o mais próximo de Gaudí, mesmo sem este nunca ter ouvido falar do arquiteto ).
Há 20 anos estevão cria sua casa-escultura na favela Paraisópolis, em São Paulo, e seu trabalho não para. Além de sua função como jardineiro, Estevão vasculha bazares em busca de objetos que possam compor sua arte. Estevão mora com sua família em sua casa, e para fazer uma visita é preciso ligar antecipadamente para sua casa, onde Edilene, sua mulher cuidará das orientações.”
Seu Estevão ficou tão famoso por sua obra que foi convidado para decorar uma das vacas da Cow Parade, veja só: